O Theatro José de Alencar (TJA), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe no dia 9 de dezembro, às 21h, a estreia do projeto “Cavalgada Selvagem”. A transmissão acontece pelo canal do YouTube (www.youtube.com/theatrojosedealencar) com a classificação de 18 anos

“Cavalgada Selvagem” é um trabalho criado em 2018 por Diogo Braga, Natália Coehl e Thales Luz durante o Laboratório de Criação em Dança da Escola Porto Iracema das Artes, em Fortaleza, com orientação dramatúrgica do coreógrafo Marcelo Evelin e interlocução dramatúrgica corporal da coreógrafa Michelle Moura. 

O trabalho acontece como um ritual no qual os três bailarinos, por meio de uma dança que os conduz ao êxtase, abrem, a partir de seus corpos, zonas de escuridão. A escuridão nesta dança se dá como uma outra forma de visão para criar um caminho não discernível, possível de reinvenção. 

Entendendo o campo da luz como a fundação dominante da percepção visual, o que é capturado pelo sentido da visão é o possível de ser manipulado e, assim, legitimado pelo sistema de controle dos corpos em que estamos inseridos. 

Ao adentrarmos à escuridão, as certezas se tornam dúvidas e o visualmente palpável dá lugar ao invisível e ao desconhecido. É na cavalgada, rumo à escuridão de si mesmo e do mundo, que este trabalho artístico busca o lugar da criação e da liberdade.

Em 2020, foi contemplado pelo VIII Edital das Artes de Fortaleza da Secultfor com um projeto de circulação em dança. Após a estreia, a temporada de “Cavalgada Selvagem” terá transmissões nos seguintes dias: dia 11 (19h, no YouTube do Centro Dragão do Mar – CDMAC) e 12 (19h, no YouTube do Centro Cultural Bom Jardim – CCBJ).

Sobre os bailarinos

DIOGO BRAGA reside em Fortaleza; graduado em Artes Plásticas pelo IFCE em 2009, cursou o Laboratório de Artes Visuais pela Vila das Artes/ Secultfor. Formado pela Turma IV do Curso Técnico em Dança (Porto Iracema/ Senac). Mestre em Artes Performáticas pelo Icelandic University of the Arts (Lístaháskóli Íslands – LHÍ), em 2021. Trabalha com uma linha de pesquisa voltada para construções artísticas que buscam uma reconciliação física e espiritual da matéria ser-humano com a terra.

NATÁLIA COEHL é mestranda em Artes pelo Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal do Ceará (UFC), graduada em Licenciatura em Teatro pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE), e tem formação técnica em Mímica e teatro Físico pela Cia Luis Louis. Seus trabalhos artísticos transitam entre as artes cênicas e as artes visuais, destacando-se os trabalhos “PET” (2015), “Pachamama” (2015), “Descarto-me” (2016), “Resistência” (2016), “Impermanência” (2017), “A Morte da Bonitinha” (2018), “Cavalgada Selvagem” (2018) e “Ame as Deusas” (2021).

THALES LUZ é Mestre em Artes pelo Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza-CE, 2017, bacharel em Comunicação Social pela Unifor, Fortaleza-CE, 2013, bailarino pelo Curso Técnico em Dança no Porto Iracema das Artes, Fortaleza-CE, 2015, e iniciado em teatro pelo Curso de Princípios Básicos de Teatro (CPBT), no Theatro José de Alencar, Fortaleza-CE, 2012. Atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra, Portugal. Desde 2015 trabalha como artista autônomo, voltado para as artes do corpo, criando trabalhos multilingues em parceria com outros artistas. 

FICHA TÉCNICA
Criação e Performance: Diogo Braga, Natália Coehl e Thales Luz
Direção de Fotografia: Clara Capelo e Roberto Mortágua
Desenho sonoro: Vivi Rocha Jones
Montagem: Clara Capelo e Carlos Rocco
Design Gráfico e Ilustração: Diogo Braga
Assistente de Câmera: Edicleison Freitas
Agradecimentos: Aspásia Mariana, Caroline Sousa, Cleiton De Lasvega, Eric Barbosa, Ierê, Ivan Lima, Jão, Marcelina, Marie Auip, Tércio Araripe, Thieres Pinto

SERVIÇO

Projeto “Cavalgada Selvagem”: Estreia

Quando: 9 de dezembro, às 21h

Transmissão: canal do YouTube do Theatro José de Alencar (www.youtube.com/theatrojosedealencar

Classificação indicativa: 18 anos